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OS 12 PASSOS DE NARCÓTICOS ANONIMOS - PASSO DOIS

 

PASSO DOIS 

“Viemos a acreditar que um Poder maior do que nós poderia devolver‐nos à sanidade.” 


O Segundo Passo é necessário se esperamos alcançar uma recuperação contínua. 


O Primeiro Passo deixa‐nos a necessidade de acreditarmos em algo que nos ajude com nossa impotência, inutilidade e desamparo. 


O Primeiro Passo deixou um vazio em nossas vidas. 


Precisamos encontrar alguma coisa para preencher esse vazio. 


Este é o propósito do Segundo Passo. 


Alguns de nós, a princípio, não levaram este passo a sério; passamos por ele com pouco interesse, para constatarmos depois que os passos seguintes não funcionavam até que trabalhássemos o Passo Dois. 


Mesmo quando admitiam precisar de ajuda para o seu problema com drogas, muitos de nós não admitiam a necessidade de fé e sanidade.


Temos uma doença: progressiva, incurável e fatal. 


De uma maneira ou de outra, fomos lá e compramos a nossa destruição a prestações! 


Todos nós, do drogado que rouba bolsas na rua à doce velhinha que consegue arrancar receitas de dois ou três médicos, temos uma coisa em comum: buscamos nossa destruição de grama em grama, de comprimido em comprimido, ou de garrafa em garrafa, até à morte. 


Isto é pelo menos parte da insanidade da adicção. 


O preço pode parecer maior para o adicto que se prostitui por um pico do que para o adicto que apenas mente para o médico.


No fim, ambos pagam pela doença com suas vidas.


Insanidade é repetir os mesmos erros, esperando resultados diferentes. 


Quando chegam ao programa, muitos de nós percebem que voltaram a usar inúmeras vezes, mesmo sabendo que estavam destruindo suas vidas. 


Insanidade é usarmos drogas dia após dia, sabendo que o único resultado é a nossa destruição física e mental. 


A insanidade mais óbvia da doença da adicção é a obsessão de usar drogas. 


Pergunte a você mesmo: Acredito que seria insano pedir a alguém “Por favor, me dê um ataque do coração ou um acidente fatal?” 


Se você concordar que isto seria insano, não deverá ter qualquer problema com o Segundo Passo. 


Neste programa, a primeira coisa que fazemos é parar de usar drogas. 


Neste ponto, começamos a sentir a dor de viver sem drogas ou algo que as substitua. 


A dor nos força a buscar um Poder maior do que nós, que possa aliviar nossa obsessão de usar. 


O processo de vir a acreditar é parecido para a maioria dos adictos. 


Faltava à maioria de nós um relacionamento prático com um Poder Superior. 


Começamos a desenvolver este relacionamento simplesmente admitindo a possibilidade de um Poder maior do que nós. 


A maioria de nós não tem dificuldade de admitir que a adicção havia se tornado uma força destrutiva em nossas vidas. 


Nossos melhores esforços resultavam em destruição e desespero cada vez maiores. 


Chegamos a um ponto em que percebemos que precisávamos da ajuda de algum Poder maior do que a nossa adicção. 


A nossa compreensão de um Poder Superior fica a nosso critério. 


Ninguém vai decidir por nós. 


Podemos escolher o grupo, o programa, ou podemos chamá‐lo de Deus. 


A única diretriz sugerida é que este Poder seja amoroso, cuidadoso e maior do que nós. 


Não precisamos ser religiosos para aceitarmos esta idéia. 


O importante é abrirmos nossas mentes para acreditar. 


Podemos ter dificuldades, mas mantendo a mente aberta, mais cedo ou mais tarde, encontramos a ajuda necessária. 


Falamos e ouvimos os outros. 


Vimos outras pessoas se recuperando, e elas nos disseram o que estava funcionando para elas. 


Começamos a ver evidências de um Poder que não podia ser explicado completamente. 


Confrontados com esta evidência, começamos a aceitar a existência de um Poder maior do que nós. 


Podemos usar este Poder muito antes de compreendê‐lo. 


À medida que vemos coincidências e milagres acontecendo em nossas vidas, a aceitação se transforma em confiança. 


Crescemos a ponto de nos sentirmos à vontade com o nosso Poder Superior como fonte de força. 


À medida que aprendemos a confiar neste Poder, começamos a superar o nosso medo da vida. 


O processo de vir a acreditar devolve‐nos à sanidade. 


A força para agir vem desta crença. 


Precisamos aceitar este passo para começarmos a trilhar o caminho da recuperação. 


Quando a nossa crença estiver fortalecida, estaremos preparados para o Passo Três.


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