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OS 12 PASSOS DE NARCÓTICOS ANONIMOS - PASSO CINCO

 PASSO CINCO 

“Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas.” 


O Quinto Passo é a chave para a liberdade. 


Ele permite vivermos limpos no presente. 


Partilhando a natureza exata das nossas falhas, somos libertados para viver. 


Depois de fazermos um Quarto Passo completo, lidamos com o conteúdo do nosso inventário. 


Dizem‐nos que, se guardamos estes defeitos dentro de nós, eles nos levarão a usar de novo. 


O apego ao nosso passado acabaria por nos adoecer e nos impedir de fazer parte da nossa nova maneira de viver. 


Se não formos honestos, quando damos o Quinto Passo, teremos os mesmos resultados negativos que a desonestidade nos trazia no passado. 


O Passo Cinco sugere que admitamos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas. 


Olhamos nossas falhas, examinamos nossos padrões de comportamento e começamos a ver os aspectos mais profundos da nossa doença. 


Agora, sentamos com outra pessoa e partilhamos o nosso inventário em voz alta. 


Nosso Poder Superior estará conosco durante o nosso Quinto Passo. 


Receberemos ajuda e estaremos livres para encarar a nós mesmos e a outro ser humano. 


Parecia desnecessário admitir a natureza exata das nossas falhas ao nosso Poder Superior. “Deus já sabe isso tudo,” racionalizamos. 


Embora Ele já o saiba, a admissão deve vir dos nossos próprios lábios, para que seja verdadeiramente efetiva. 


O Passo Cinco não é simplesmente a leitura do Passo Quatro. 


Durante anos, evitamos ver como realmente éramos. 


Tínhamos vergonha de nós mesmos e nos sentíamos isolados do resto do mundo. 


Agora que capturamos a parte vergonhosa do nosso passado, podemos varrê‐la das nossas vidas, se a encararmos e admitirmos. 


Seria trágico escrever tudo e depois jogar numa gaveta. 


Estes defeitos crescem no escuro e morrem à luz da exposição. 


Antes de virmos para Narcóticos Anônimos, sentíamos que ninguém podia compreender as coisas que tínhamos feito. 


Temíamos que, se alguma vez revelássemos como éramos de fato, certamente seríamos rejeitados. 


A maioria dos adictos sente‐se desconfortável com isto. 


Reconhecemos que não temos sido realistas, sentindo‐nos assim. 


Nossos companheiros nos compreendem. 


Temos que escolher com cuidado a pessoa que vai ouvir o nosso Quinto Passo. 


Devemos ter certeza de que ela sabe o que estamos fazendo e o porquê. 


Apesar de não haver regra rígida quanto à pessoa que escolhemos, é importante confiarmos nela. 


Só tendo total confiança na integridade e discrição da pessoa, podemos nos dispor a fazer este passo completo. 


Alguns de nós dão o Quinto Passo com um estranho, embora alguns de nós se sintam mais à vontade, escolhendo um membro de Narcóticos Anônimos. 


Sabemos que um outro adicto tem menos tendência de nos julgar com malícia ou incompreensão. 


Uma vez feita a escolha e a sós com essa pessoa, nós prosseguimos com o seu encorajamento. 


Queremos ser precisos, honestos e profundos, compreendendo que é uma questão de vida ou morte. 


Alguns de nós tentaram esconder parte de seu passado, tentando encontrar uma maneira mais fácil de lidar com os sentimentos mais profundos. 


Podemos achar que já fizemos muito, escrevendo sobre o nosso passado. 


É um erro que não podemos permitir. 


Este passo vai expor nossos motivos e nossas ações. 


Não podemos esperar que estas coisas se revelem sozinhas. 


Finalmente nossa vergonha é superada, e podemos evitar culpa futura. 


Nós não procrastinamos. 


Temos que ser exatos. 


Queremos contar a verdade simples, nua e crua, o mais rápido possível. Há sempre o perigo de exagerarmos nossas falhas.


É igualmente perigoso minimizar ou racionalizar nosso papel em situações passadas. 


Apesar de tudo, ainda queremos parecer bons. Os adictos tendem a levar vidas secretas. 


Durante muitos anos, encobrimos a nossa pouca auto‐estima, esperando enganar as pessoas com imagens falsas. 


Infelizmente, enganamos a nós mesmos mais do que a qualquer outra pessoa. 


Embora muitas vezes parecêssemos atraentes e confiantes por fora, estávamos, na verdade, escondendo uma pessoa vacilante e insegura por dentro. 


Temos que abandonar as máscaras. 


Partilhamos o nosso inventário como ele está escrito, sem omitir nada. 


Continuamos abordando este passo, com honestidade e profundidade, até o fim. 


É um alívio enorme nos livrarmos de todos os segredos e partilharmos a carga do nosso passado. 


À medida que partilhamos este passo, geralmente o ouvinte também vai partilhando um pouco da sua história. 


Descobrimos que não somos os únicos. 


Vemos, através da aceitação do nosso confidente, que podemos ser aceitos como somos. Talvez nunca nos lembremos de todos os nossos erros passados. 


Mas podemos fazer o melhor e mais completo esforço. 


Começamos a experimentar verdadeiros sentimentos pessoais de natureza espiritual. 


Onde antes tínhamos teorias espirituais, começamos agora a despertar para a realidade espiritual. 


Este exame inicial de nós mesmos, geralmente, revela alguns padrões de comportamento que não apreciamos particularmente. 


Entretanto, encarando esses padrões e trazendo‐os para fora, temos a possibilidade de lidar com eles construtivamente. 


Não podemos fazer estas mudanças sozinhos. 


Precisaremos da ajuda de Deus, da maneira como nós O compreendemos, e da Irmandade de Narcóticos Anônimos.


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